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Não sou católico. No entanto, sei como pesquisar.
O Vaticano II rejeita explicitamente a teologia da substituição.
A Nostra Aetate §4 afirma que o povo judeu “permanece muito querido de Deus” e confirma, citando Romanos 11:28–29, que Deus “não se arrepende dos dons que faz ou das chamadas que emite”, significando que a aliança de Israel é irrevogável.
A Lumen Gentium §16 também ensina que os judeus “permanecem muito queridos de Deus de acordo com Seu desígnio”, uma linguagem que é impossível de reconciliar com a afirmação de que Israel foi rejeitado ou deselecionado.
O Catecismo da Igreja Católica (§839) esclarece ainda mais que o judaísmo não é tratado como outras religiões não cristãs porque já responde à revelação de Deus na Antiga Aliança.
Este ensinamento foi explicitado por João Paulo II, que afirmou que a Antiga Aliança “nunca foi revogada”, e reafirmado por Bento XVI, que ensinou que a Igreja é enxertada em Israel, não uma substituição para ele (Rom 11:17–18).
Na doutrina católica, a Igreja é a comunidade da Nova Aliança em Cristo e a eleição de Israel perdura, portanto, o supersessionismo é formalmente incompatível com o ensino magisterial pós-Vaticano II.
Ou esses documentos e ensinamentos católicos não são válidos?
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