Em 1500, a humanidade iniciou o maior experimento natural da história. Navios cruzaram oceanos. Impérios se expandiram. Continentes inteiros foram repovoados. Os europeus colonizaram as Américas, Austrália e Nova Zelândia — trazendo consigo não apenas bandeiras e fronteiras, mas também habilidades, normas, tecnologias e formas de organizar a sociedade. Por séculos, discutimos por que alguns países ficaram ricos enquanto outros permaneceram pobres. Era terra fértil? Clima? Recursos naturais? Ou algo mais profundo? Essa migração em massa nos oferece uma forma rara de testar a questão. Se o lugar importasse mais, então o Novo Mundo ainda deveria ser pobre — seu solo, clima e geografia não mudaram. Se as pessoas fossem mais importantes, então a prosperidade deveria acompanhar as populações onde quer que elas vão. Os dados são inequívocos. A riqueza de um país hoje depende muito mais de quão avançados tecnologicamente eram seus ancestrais genéticos em 1500 (r = 0,7) do que de quão avançado o próprio lugar era tecnologicamente (r = 0,4). É por isso que os Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia — entre os lugares menos tecnologicamente avançados em 1500 — agora estão entre os mais ricos do mundo. A geografia deles não melhorou; o capital humano deles tinha. O povo faz o país, escolha seu povo com sabedoria.