Essa aparente "contradição" descrita por @shuli_ren não é, na verdade, contradição alguma. A China pode estar 1) sofrendo as consequências do colapso da bolha imobiliária e do excesso de dívidas causado pelo gasto excessivo do governo local; E 2) experimentando um enorme avanço tecnológico em manufatura avançada e automação, à medida que o país/governo direciona investimentos do mercado imobiliário para a manufatura. Um não precisa excluir o outro, e de fato não tem. O aumento da produtividade não se traduziu em renda maior para os trabalhadores médios na China. Na verdade, os salários nominais diminuíram para muitos à medida que a economia desacelerou. (A renda real pode ter aumentado como resultado da deflação.) Como resultado, o consumo interno permanece fraco. Isso significa menos importação e maior exportação, já que a nova produtividade e produção (excedentes à demanda interna) precisam ser absorvidas pela demanda externa. De fato, o crescimento por meio do crescimento das exportações líquidas é claramente parte da estratégia da China para superar sua fraqueza econômica. E em um momento geopoliticamente sem acontecimentos e economicamente menos desequilibrado, isso poderia ter sido ideal. O Ocidente sofre com inflação, exportações da China, deflação. Infelizmente, não é assim. O Ocidente também sofre com a falta de bons empregos para sua classe média em declínio. Não é tão complicado assim. É só um jogo de soma zero. É por isso que as diferenças são irreconciliáveis e por que conflitos podem ser inevitáveis.