A lanchonete se agarrava à borda da galáxia como fezes de uma praga inidentificável. Ele se agachava em um entroncamento solitário onde três faixas de hiperespaço se cruzavam, a gravidade vazando lateralmente, as janelas tingidas contra o brilho cor de hematomas de um disco de acreção próximo. A placa do lado de fora piscava em sete espectros e um registro emocional que se traduzia aproximadamente em COMIDA QUENTE, SEM PERGUNTAS. Ela gostava disso. A mulher deslizou para uma cabine moldada para algo com muitas juntas e pouca simetria. Suas botas soavam ocas na chapa do convés. O automat voltado para o balcão acordou com um suave sino e se desdobrou. "Ordem." disse, mecanicamente, traduzido pelos implantes dela. "Ovos." ela respondeu. O automat fez uma pausa. Sua superfície ondulava enquanto consultava bancos de dados que não eram atualizados desde antes dos humanos aprenderem a dobrar espaço-tempo sem rasgá-lo. Um sinal de alerta piscou: Desconhecido. "Esclareça." disse a máquina. Ela suspirou, levantou a mão e inclinou a aba do chapéu para trás. O patch na frente dizia NEW AMERICA, com a bandeira bordada embaixo. Listras vermelhas e brancas, familiares como memória muscular. Onde o campo estelar azul estaria, há mil anos, um foguete estilizado arranhou seu caminho para fora de um buraco negro, a luz se curvando atrás dele como se estivesse se libertando da própria história. "Matriz proteica." ela disse. "Encapsulado. Pacote de nutrientes autônomo. Principalmente aminoácidos, lipídios, água. Geralmente aviário, embora essa parte seja negociável." O automat processou. "Estado preferido?" "Embaralhado." ela disse. "Suave. Não de borracha." A máquina começou a piscar, mas ela acrescentou: "Isso significa proteínas desnaturadas pelo calor, mas não queimadas." Houve uma longa pausa, então a máquina rangeu e zumbiu....