Acabei de folhear todas as 80 páginas do relatório do Gabinete do Prefeito de Nova York para Combater o Antissemitismo. Um breve resumo do que realmente parece ser um documento surpreendentemente bom: 🔸️Isso não é um estudo nem uma condenação simbólica do ódio. É um plano político construído sobre uma conclusão direta. O antissemitismo em Nova York não é marginal nem episódico. É sistêmica, adaptativa e desproporcionalmente violenta. Tratar isso como mais uma categoria de viés falhou. 🔸️Os números explicam o porquê. Os judeus representam cerca de 11% da população da cidade de Nova York. Em 2024, eles foram vítimas de 54% de todos os crimes de ódio. No início de 2025, essa taxa subiu para 62%. Isso não é uma questão de percepção. É uma falha de governança. 🔸️O argumento central do relatório é que o antissemitismo não pode ser combatido com linguagem genérica e declarações de preocupação. As cidades são muito boas em condenar o ódio e muito ruins em construir sistemas aplicáveis para impedi-lo. Este relatório é sobre como corrigir isso. 🔸️Também afirma claramente algo que muitos oficiais evitam. O antissemitismo moderno é inseparável dos ataques à autodeterminação judaica. Nem toda crítica a Israel é antissemita, e o relatório diz isso claramente. Mas fingir que deslegitimar o sionismo não tem ligação com a violência contra judeus é contradito pelos dados desde 7 de outubro. Os judeus não são questionados sobre sua política antes de serem assediados ou atacados. Eles são alvos como judeus. 🔸️O relatório também é incomumente honesto sobre as mensagens governamentais. Critica condenações de lista de longas vezes e declarações condicionais que diluem ou escondem quando os judeus são as vítimas. Argumenta que esse tipo de linguagem torna a segurança judaica condicional e negociável. 🔸️A solução oferecida não é uma retórica melhor, mas a infraestrutura. Um escritório dedicado ao antissemitismo com autoridade. Uma definição clara por meio da IHRA para que as agências operem com base na mesma realidade. Fechar as lacunas na fiscalização ao redor de protestos que visam casas de culto. Impedir que fundos municipais sejam usados para campanhas políticas discriminatórias. 🔸️O relatório é explícito ao afirmar que ordens executivas não são suficientes. Se a cidade estiver séria, essas políticas devem ser escritas em lei e aplicadas de forma consistente. 🔸️Este documento não tenta persuadir ativistas. Está dizendo ao governo o que deve fazer se realmente pretende proteger os moradores judeus. 🔸️E isso faz um último ponto que importa. O antissemitismo não é apenas uma questão judaica. É um teste para ver se uma cidade pode defender os direitos civis quando a política está feia e a pressão é real.