Discutir com comunistas seria um passatempo agradável se eles primeiro aprendessem o significado de cerca de um quinto das palavras que usam. Na ausência disso, eles simplesmente redecoram a linguagem até que ela lhes assente. Eles vão explicar, com cara séria, que o clientelismo é "capitalismo" enquanto lutam incansavelmente para se tornarem os capangas de lado. Trabalho é "opressão", a menos que outra pessoa o faça em nome deles. Comércio é "exploração", a menos que eles estejam do lado receptor. Sucesso é "roubo", a menos que seja tomado e redistribuído para seus amigos. Igualdade perante a lei é "injustiça", porque se recusa a favorecer os outros. Propriedade, dizem, é violência — mas confisco é compaixão. Consentimento é coerção — força é libertação. Responsabilidade é privilégio — dependência é solidariedade. Mérito é viés sistêmico — a queixa é sabedoria moral. E a ganância, em sua teologia, é uma criatura fascinante. Quando um homem busca lucro servindo aos outros por meio de troca voluntária, isso é ganância. Quando um político ou ativista exige metade de seus ganhos sob a mira de uma arma por uma causa que aprova, isso é virtude. Querer ficar com o que você conquistou é avareza; querer o que outra pessoa mereceu é justiça. Nesse catecismo invertido, liberdade é caos, controle é cuidado, e produtividade é pecado a menos que seja devidamente punida. A linguagem não é confusa por acidente. Está confuso de propósito. Um vocabulário quebrado é essencial quando você quer fazer o roubo soar nobre e a ambição soar criminosa. Eventualmente, percebe-se que o argumento nunca foi sobre economia. Era sobre obter permissão moral para viver às custas dos outros — enquanto chamavam os produtores de gananciosos por se oporem.