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Precisamos de mais investimento em antivirais de amplo espectro, ou medicamentos que defendem as pessoas contra muitos vírus simultaneamente.
Infelizmente, é difícil fazer isso! Existem mais de 60 tipos de adenovírus, por exemplo, cada um carregando proteínas únicas. Projetar um antiviral que bloqueie todos eles é muito difícil.
Em vez de projetar medicamentos, e se aproveitássemos a física?
Afinal, todo vírus entra numa célula humana "pressionando" ou "empurrando"-a. Se a célula puder sentir essas forças físicas e, de alguma forma, usá-las para desencadear resistência, então talvez pudéssemos desenvolver antivirais mais universais.
Um novo artigo sugere essa possibilidade, e isso vem de uma descoberta estranha que ocorreu antes.
Há alguns anos, cientistas cultivaram células humanas em baixas densidades e as infectaram com vírus. Quando fizeram isso, cada célula produziu grandes quantidades do vírus; elas foram facilmente infectadas.
Quando esse experimento foi repetido com células cultivadas em alta densidade, no entanto, cada célula (em média) produziu muito menos vírus. Algo com essa "superlotação" estava bloqueando a replicação viral.
Esses cientistas especularam que uma proteína, chamada Piezo1, poderia estar envolvida. Piezo1 é um canal de cálcio mecanicamente sensível. Quando ativado (com vibrações, toque ou pequenas moléculas), ele se abre, permitindo que o cálcio entre na célula. Esse influxo de cálcio então faz com que a membrana celular se torne mais rígida, embora o mecanismo para isso não esteja claro.
Para este novo artigo, então, cientistas chineses cultivaram células humanas em baixas ou altas densidades, infectaram-nas com muitos vírus diferentes e estudaram a participação do Piezo1. Quando cultivaram células em alta densidade, mas eliminaram o Piezo1, cada célula produziu mais vírus. Da mesma forma, quando as células foram cultivadas em baixa densidade e infectadas com vírus, enquanto eram agitadas em uma placa, elas se tornaram mais resistentes à infecção. Esse efeito desapareceu quando o Piezo1 foi deletado.
Da mesma forma, quando os autores superexpressaram Piezo1 em células HEK293T, isso suprimiu a replicação viral (em cerca de 10 vezes). Esse efeito não foi observado com Piezo2, outro canal iônico mecanossensível.
Os pesquisadores em seguida usaram agonistas do Piezo1 para simular esse efeito. Uma pequena molécula, chamada Yoda1, se liga e ativa o Piezo1. Tratar células com Yoda1 reduziu os títulos virais em células humanas em 10 a 100 vezes. Os pesquisadores também infectaram camundongos com doses letais de vários vírus (enterovírus, coxsackievirus, influenza A), trataram os animais com Yoda1 (ou controles) e descobriram que os camundongos tratados tinham mais chances de sobreviver.
Esse trabalho é interessante, mas também falho. Para começar, o mecanismo molecular que liga Piezo1 —> resistência viral não é descrito. Eles acham que tem algo a ver com o endurecimento da membrana, mas ninguém realmente sabe *como* a ativação do Piezo1 causa isso.
Outro problema são os métodos. Para um experimento, os pesquisadores infectaram camundongos com vírus e depois os agitaram em pequenas plataformas. Isso, aparentemente, aumentou sua resistência. Mas os cientistas nunca explicam realmente o método, ou como são as plataformas, ou quais eram as configurações do dispositivo. É tudo um pouco vago e difícil de acreditar.
Ainda assim, buscar mecanismos "universais" ou físicos para construir terapias de amplo espectro é empolgante. Em vez de fazer pequenas moléculas que visam um patógeno, devemos pensar em princípios biofísicos unificadores que possam ser usados para exercer controle de forma mais ampla.

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