Plutão foi descoberto em 18 de fevereiro de 1930 por Clyde Tombaugh no Observatório Lowell (com o anúncio oficial logo depois, em 13 de março). Seu período orbital sideral é aproximadamente 248 anos terrestres (mais precisamente ~247,94–248,09 anos, dependendo do valor exato utilizado). Como o período orbital é tão longo, e a descoberta ocorreu em um ponto específico do trajeto elíptico de Plutão, Plutão ainda não retornou à mesma posição orbital que ocupava quando foi observado pela primeira vez. Adicionar ~248 anos à data de descoberta de 1930 resulta no marco de Plutão completar sua primeira órbita completa desde a descoberta, por volta de 23 de março de 2178. Essa data aparece consistentemente em fontes confiáveis, incluindo cálculos de astrônomos e veículos de divulgação científica (por exemplo, Live Science, IFLScience e até o resumo orbital da Wikipédia). Esta não é a data do próximo periélio de Plutão (a aproximação mais próxima do Sol) — que ocorreu pela última vez em 5 de setembro de 1989, com o próximo em cerca de 2237 — mas sim a conclusão de um ciclo completo de ~248 anos a partir do ponto de partida observacional de 1930. O ponto mais amplo do texto é perfeito: isso destaca as imensas escalas de tempo do sistema solar externo em comparação com a vida humana e a história registrada. Nos ~96 anos desde a descoberta (até 2026), Plutão percorreu menos de 40% de sua órbita. Avanços importantes — como o sobrevoo de New Horizons em 2015, que revelou sua geologia complexa, planície de nitrogênio e gelo em forma de coração (Tombaugh Regio), montanhas e atmosfera nebulosa — aconteceram em uma fração minúscula de um "ano plutoniano". As futuras gerações testemunharão o ciclo completo, potencialmente com telescópios ou missões ainda mais avançadas que fornecem um lembrete contínuo de que a astronomia frequentemente opera em escalas de tempo geacionais ou até multigeracionales, especialmente para objetos trans-neptunianos no Cinturão de Kuiper. A jornada de Plutão, de um ponto fotográfico borrado em 1930 para um mundo ricamente detalhado pós-New Horizons, tudo antes de terminar uma órbita, realmente coloca em perspectiva o ritmo lento e majestoso da evolução distante do sistema solar. Fontes alinhadas a isso incluem páginas da NASA Science, a entrada da Wikipédia sobre Plutão (citando elementos orbitais) e artigos do Live Science e IFLScience.