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Na noite de quarta-feira, eu tinha um recado na loja da aldeia onde vivíamos quando chegamos pela primeira vez à ilha. Tendo algum tempo livre, fui à biblioteca. Eu costumava sentar-me lá, escrevendo, ou tentando escrever, há quatro longos anos.
Na Dinamarca, você pode abrir todas as bibliotecas públicas com seu cartão de segurança social, então, embora estivesse fechada, entrei. As estantes se iluminaram. Era como entrar em uma memória proustiana. O ar estagnado e seco reativou sentimentos que eu havia esquecido ou reprimido. Lembrei-me da minha solidão; senti-a com uma desproteção que eu havia negado a mim mesmo na época. Estando lá com as compras na mão, a intensidade dos sentimentos me surpreendeu. A sensação de que escrever era impossível; que eu nunca encontraria um lugar no mundo que se sentisse como lar; que ninguém, exceto minha esposa, se importaria comigo, com as coisas que para mim tinham significado.
Fui até a cadeira onde costumava sentar. A sensação de que ele, meu eu anterior, ainda estava sentado lá era tão forte que puxei a cadeira ao lado em vez disso e sentei-me. Era como se eu pudesse vê-lo, mas ele não pudesse me ver. Ele pensava que estava sozinho. Ele não estava. Eu estive lá o tempo todo. Eu só não conseguia alcançá-lo para dizer que estava tudo bem, que tudo daria certo se ele apenas continuasse. Mais um ano, e você aprenderá o que precisa para que sua escrita funcione. Mais dois anos, e você encontrará amigos com quem poderá compartilhar suas ideias.
Senti uma profunda gratidão por ele, por tudo o que ele me deu, todas as experiências e amizades que tornam minha vida melhor do que a dele, e que sua disposição para perseverar trouxe à existência. "Se você soubesse", eu disse em voz alta na biblioteca vazia, "o quanto sou grato pelo que você fez." Algo se aliviou em mim.
Então me virei e notei, atrás de mim—uma terceira cadeira.
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