No final de sua campanha presidencial de 2008, o candidato republicano John McCain descreveu seu oponente Barack Obama como 'um homem decente com quem eu discordo'. Essa imagem mostra McCain pegando o microfone de uma mulher que chamou Obama de 'um árabe'. Durante um evento público no final da campanha presidencial de 2008, uma mulher pegou o microfone e disse que tinha medo de Barack Obama porque "havia lido sobre ele", acrescentando diretamente: "Ele é árabe." A declaração provocou murmúrios da multidão e refletiu uma corrente mais ampla de medo e desinformação que circulou durante a eleição. John McCain imediatamente se aproximou, pegou o microfone da mão dela e a corrigiu na frente da plateia. Ele respondeu: "Não, senhora. Ele é um homem de família decente, um cidadão com quem eu simplesmente discordo em questões fundamentais." Ele então enfatizou que Obama não era alguém a ser temido. O momento foi importante porque a campanha de 2008 se desenrolou durante um período de intensa ansiedade nacional. Os Estados Unidos estavam no meio de duas guerras, o sistema financeiro estava em colapso, e a ideia de eleger o primeiro presidente negro se cruzava com a paranoia pós-11 de setembro, teorias da conspiração e suspeita racializada. Falsas alegações sobre a religião e lealdade de Obama eram difundidas e politicamente úteis para algumas vozes. A intervenção de McCain não mudou o rumo da disputa, que Obama viria a vencer de forma decisiva. Mas, historicamente, a imagem perdura porque captura um candidato traçando uma linha pública entre discordância e desumanização, escolhendo a correção em vez de aplausos em um momento em que o silêncio teria sido mais fácil. Vários assessores depois disseram que McCain foi avisado de que encerrar tais comentários poderia prejudicar a participação de partes de sua base, mas ele insistiu em fazer isso mesmo assim, chamando de uma questão de honra pessoal e não de estratégia. © Reddit #drthehistories