Para muitos #Iranians, a situação no Irã não é um debate teórico nem uma "complexidade geopolítica" abstrata. São 45 anos de experiência vivida sob um regime que sistematicamente esmagou a dissidência, controlou corpos e mentes, prendeu jornalistas, executou manifestantes e forçou milhões ao exílio. Os iranianos são plenamente capazes de entender o imperialismo, a intervenção estrangeira e os danos que essas forças causaram à região ao longo de nossa história. Muitos de nós sempre nos opuseram ao imperialismo, ao mesmo tempo em que fomos firmemente claros sobre a natureza do regime do IRI. Essas posições não são contraditórias. O que é mais difícil de entender é por que alguns jornalistas, comentaristas e ativistas que falam apaixonadamente sobre anti-imperialismo lutam para aplicar a mesma clareza moral aos 45 anos de repressão do IRI. Por que reconhecer violência estatal, presos políticos, execuções em massa, opressão de mulheres dentro do Irã é tão frequentemente tratado como opcional — ou pior, como uma distração. Centralizar as vozes iranianas não deveria significar amplificar seletivamente apenas quando se encaixam em uma narrativa preferida. Solidariedade que ignora ou minimiza a opressão interna não é solidariedade alguma. Anti-imperialismo que justifica o autoritarismo não é justiça. Se sua análise consegue nomear claramente crimes externos, mas hesita em nomear crimes internos — especialmente quando esses crimes são documentados, em andamento e exigidos para serem reconhecidos pelas pessoas que vivem sob eles — então o problema não é a complexidade. É consistência. Os iranianos merecem o direito à liberdade, dignidade e autodeterminação — sem que seu sofrimento seja instrumentalizado, deixado de lado ou explicado! #Freedom #Iran #TruthJusticeLove