Sobre o conservadorismo de Herbert Butterfield e a visão secular do pecado original: "Quando abandonamos a noção de pecado original, passamos a pensar que o mal está concentrado inteiramente entre nossos inimigos, e que nada disso reside em nós mesmos. Ao projetar todo o mal em nossos oponentes, nos autorizamos a "tratar o inimigo político como sub-humano, irredimível." A luta política então assume riscos existenciais, tornando-se uma guerra entre os justos e os ímpios — com nós, claro, do lado dos justos.... Na vida política, certas ideias motivam as pessoas a esmagar seus inimigos e a buscar soluções finais. Uma delas é a autojustiça; outro é o utopianismo."