Comecei a minha vida intelectual focado no que os filósofos chamam de o Problema Difícil da Consciência: como a matéria física dá origem à experiência subjetiva. Escrevi a minha dissertação de doutorado sobre esse problema e vivi com ele durante anos. Mas, com o tempo, o que passou a parecer-me mais urgente não foi apenas a subjetividade, que compartilhamos com todas as outras criaturas conscientes, mas o anseio exclusivamente humano de importar, tornando-nos as criaturas em busca de valores que somos. O Instinto de Importância é a minha tentativa de entender como seres feitos de matéria passam a se importar tão profundamente, e como a ciência, longe de minar o significado e a moralidade, pode nos guiar em direção a isso.