Olhe ao seu redor. O futuro é uma bagunça do caralho. Comprimimos os ciclos de inovação de séculos para meses. A humanidade renascentista teve cem anos para entender a imprensa. Você tem dezoito meses para se adaptar a uma IA que pode substituir seu emprego, reescrever a realidade e provavelmente se tornar senciente enquanto você está rolando o Twitter. A previsão tradicional – painéis de especialistas, relata a McKinsey, consenso institucional – está desmoronando porque as próprias instituições não conseguem acompanhar o caos que criaram. Então, para onde vamos a partir daqui? Opção 1: Abraçar o borrão. Aceite que a previsão está morta, nada importa, apenas as vibrações. Esse é o caminho niilista e, honestamente? Válido. Mas também entediante. Opção 2: Recuar para heurísticas simples. Esse tipo de coisa do tipo "desempenho passado prevê resultados futuros". Isso funcionou em 1950, quando o mundo mudava a cada 20 anos. Agora ele muda a cada 20 minutos. Você está navegando com um mapa desatualizado. Opção 3: Construir uma infraestrutura que fique mais afiada conforme o caos aumenta. A verdade é: os mercados de previsão são o único mecanismo que parece prosperar no borrão. Quanto pior as coisas ficam, mais importam. E o motivo disso é mais estranho do que você imagina.
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