O Alquimista 👀✨, de @Adamtastic Eu não escolhi essa obra do jeito que as pessoas normalmente escolhem arte. Não esperei para ver. Eu não comparei. Não precisei de confirmação. Eu a cunhei na revelação. Confiança cega. Sem garantias. O que faz sentido, porque a maior parte da minha vida foi vivida exatamente assim; me movendo antes que a certeza apareça, ouvindo algo interno muito antes de eu poder explicar para mais alguém. As pessoas adoram chamar isso de imprudente. Eles não veem com que frequência essa é a única forma de sobreviver. Sempre acreditei nisso: A ENERGIA ENCONTRA SEU POVO. Não como slogan. Como padrão e base central você só reconhece depois de passar por caos suficiente para parar de discutir com ele. Quando "O Alquimista" se revelou, não senti empolgação. Senti reconhecimento. Imediato. Físico. Desconfortável. Como ser visto sem ser questionado. Como se estivesse tropeçando em provas de algo que você já sabia, mas nunca disse em voz alta. Essa peça não está calma. Não está arrumado. Não se resolve. E eu também não. Minha vida foi construída em camadas.... responsabilidade acumulada no instinto, lógica entrelaçada com intuição, força usada publicamente enquanto a reconstrução acontecia silenciosamente por baixo. Passei anos dentro de sistemas que recompensam a compostura enquanto lentamente corroem as pessoas que os mantêm funcionando. Anos sendo confiável, adaptável, absorvente. Aquele que exerce pressão para que os outros não precisem. Até o momento em que você para de se lixar. Aí você de repente é "demais". A escuridão nesta obra não parece simbólica. Parece vivido. Denso. O tipo de escuridão que você não escapa, você metaboliza. Daquelas que ensinam a se manter presentes dentro da incerteza, em vez de se dissociar por ela. Isso é território familiar para mim. E o ouro, bem, essa é a parte que as pessoas entendem errado. Não parece sucesso. Não parece uma celebração. Parece forjado. Irregular. Quase desafiador. Como se tivesse lutado para sair em vez de ser colocada ali com delicadeza. Foi assim que algo significativo entrou na minha vida. E como eu me mostro para ajudar os outros. Não me tornei quem sou por confiança ou clareza. Eu me tornei ela pela repetição. Ficando quando teria sido mais fácil desaparecer. Escolhendo a curiosidade quando a amargura seria justificada. Aprendendo a segurar contradições sem exigir que elas se resolvam só para deixar outras pessoas confortáveis. Este texto não se explica sozinha. Não acalma. Ela não pede desculpas. Não finge que o processo foi gracioso....