Quando cada país europeu abriu a sua primeira ferrovia de passageiros
As ferrovias de passageiros começaram na Grã-Bretanha no início da década de 1830, surgindo das regiões de mineração de carvão onde locomotivas a vapor já estavam sendo usadas para mover cargas pesadas. A transição para o transporte de pessoas foi experimental no início, mas funcionou imediatamente. Dentro de alguns anos, viajar de trem provou ser mais rápido, mais barato e mais confiável do que o transporte rodoviário ou por canal, e o modelo se espalhou rapidamente pelo Canal. A Bélgica foi o primeiro país no continente europeu a adotar ferrovias de passageiros, abrindo uma linha em 1835 como parte de um projeto estatal deliberado para ligar suas cidades e portos. A França e os estados alemães seguiram logo depois, com as primeiras linhas agrupadas em torno de regiões industriais em vez de capitais. Essas ferrovias não foram construídas para unificar países no início. Elas conectavam minas, fábricas e portos, e só mais tarde se transformaram em redes nacionais. A expansão desacelerou visivelmente em partes do sul e do leste da Europa. O terreno montanhoso, a menor densidade populacional, as finanças estaduais mais fracas e a fragmentação política atrasaram a construção na Escandinávia, nos Bálcãs e em grande parte do Império Russo. Em vários casos, as ferrovias de passageiros só apareceram uma vez que as fronteiras se estabilizaram ou os governos conseguiram levantar grandes quantias de capital. Onde as ferrovias chegaram, a vida cotidiana mudou rapidamente. Os tempos de viagem colapsaram, as mercadorias se moveram em grandes quantidades por longas distâncias, as cidades se expandiram e os horários impuseram um senso compartilhado de tempo.
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