Iain M. Banks escreveu uma das minhas séries de ficção científica favoritas (Culture Series) sobre como seria a sociedade em um futuro abundante. Uma das ideias que se destaca é que, mesmo que as pessoas não precisem estritamente de um emprego, elas ainda vão querer maestria, histórias, construir e se sentir úteis para os outros. Na sociedade que ele imagina, os problemas difíceis não são mais problemas de alocação, mas sim sobre valores (o que é bom, o que é belo) e identidade. Os recursos escassos tornam-se confiança, atenção e, para as instituições, reivindicações de legitimidade. Valores, não recursos, são os que impulsionam diferenças culturais. As sociedades escolhem diferentes estéticas, morais e atitudes em relação ao risco. O mundo de Banks oferece conforto infinito, e algumas pessoas basicamente optam por um prazer infinito. Mas os livros focam nas pessoas que anseiam por intensidade, Se colocam em perigo, perseguem propósito em ambientes difíceis e querem atrito e consequências. Nos livros, "as Mentes" são basicamente ASIs benevolentes e bem alinhados que resolvem todos os nossos problemas e comandam tudo. Mesmo que seja para onde estamos indo, é divertido imaginar o que ainda nos importará profundamente. Banks é incrível em pensar no que isso pode significar. Recomendo muito.