Há 20 anos, eu cheguei a Teerã. Passamos alguns dias na cidade e depois encontramos um motorista que nos levou a Esfahan, onde vimos a Praça do Imã, um lugar impressionante. Fomos para Shiraz, a cidade dos poetas. Visitei Persépolis. Mas o que se destacava eram as pessoas. Incrivelmente gentil, acolhedor e aberto. Eles compartilharam suas histórias, apresentaram suas famílias a nós, estranhos. Ofereceram comida e bebida. Surpreendentemente, eles até compartilhavam suas opiniões sobre o regime. A opressão e as ameaças sob as quais viviam. Alguns haviam sido torturados, outros tinham familiares desaparecidos. Eles, como todo ser humano, queriam liberdade. E eles, como todo ser humano, merecem liberdade.