O que importa mais numa história: enredo ou personagem? Você precisa de ambos. Mas a personagem importa mais. Quando pensamos nas histórias que ficam conosco, não lembramos de uma lista organizada de eventos. Lembramos de pessoas. Em Os Sopranos, lembramos de Tony Soprano. Em Star Wars, lembramos de Darth Vader. Em Um Conto de Natal, lembramos de Ebenezer Scrooge. As personagens são o que fica. Há uma razão simples para isso. Os seres humanos evoluíram para prestar atenção a outros seres humanos. Uma ideia central na psicologia evolutiva é que a linguagem surgiu do boato. Nossos ancestrais sobreviveram compartilhando informações sobre uns aos outros. Em quem você pode confiar? Quem engana? Quem ajuda? Quem prejudica? O boato pode parecer trivial. Não é. É uma ferramenta de sobrevivência. Em pequenos grupos, você precisava saber quem era leal e quem era perigoso. Errar nisso poderia custar comida, status ou até mesmo sua vida. Assim, nossas mentes se tornaram muito boas em julgar o caráter. Acompanhamos os motivos. Observamos padrões. Perguntamos, repetidamente: Que tipo de pessoa é esta? É isso que as histórias fazem. Em sua essência, elas fazem a mesma pergunta: Quem é realmente esta pessoa? O enredo importa porque cria pressão. Coloca a personagem em situações difíceis. Força escolhas. Mas o enredo não é o ponto. É um teste. As melhores histórias usam eventos para revelar o caráter. A ação remove a máscara. Sob estresse, vemos do que alguém é feito. De uma recente transmissão ao vivo com @wstorr