Quanto mais alto a pessoa sobe, mais fácil é ficar confusa. Muitas pessoas acreditam que subir depende de ambição e desejo, mas o que realmente impulsiona as pessoas é a insatisfação. Quando realmente se chega a uma certa altura, essa energia vai se dissipando lentamente, e a pessoa acaba não sabendo para onde direcionar seus esforços. Por isso, sempre que encontro alguém que é como eu era na juventude, cheio de determinação e que não se curva, estou sempre disposto a estender a mão para ajudar. Isso não é apenas uma lembrança do meu eu passado, mas mais como uma transmissão silenciosa — entregar a ele a luz que eu desejei e o atalho que eu queria seguir. Essa ação não é exatamente nobre, mas me faz sentir seguro, pois é uma validação da minha própria existência, uma afirmação das dificuldades que já enfrentei, e uma harmonia e elevação do meu estado espiritual. Ver ele subindo com o entusiasmo que eu já tive é como dar um significado mais duradouro à minha vida, é uma realização pessoal que transcende o utilitarismo.