Em algum momento (antes mesmo de George Floyd) fiquei completamente acostumado a protestos. Começaram a parecer sonhadores, falsos e alucinantes. Lembro de virar uma esquina uma vez, indo até o metrô e pular numa porta para deixar uma grande multidão passar que vinha pela calçada gritando sobre algo. Nem olhei para cima para ver o que eles estavam protestando. Era só ruído ambiente aleatório e movimento. Neste ponto, eles precisam ser extremamente estranhos e desagradáveis para chamar minha atenção – preciso de um espetáculo realmente bizarro para justificar alocar mais largura cognitiva do que eu faria processando cenários urbanos genéricos.