Ainda não é tarde para isso. Soem, sinos selvagens, para o céu selvagem, A nuvem voando, a luz gelada: O ano está morrendo na noite; Soem, sinos selvagens, e deixem ele morrer. Toque o antigo, toque o novo, Toquem, sinos felizes, atravessando a neve: O ano está passando, deixe-o ir; Toque o falso, toque o verdadeiro. Toque a dor que drena a mente, Para aqueles que aqui não vemos mais; Soe a rivalidade entre ricos e pobres, Toque de reparação a toda a humanidade. Soe orgulho falso no lugar e sangue, A calúnia cívica e o despeito; Toque o amor pela verdade e pelo direito, Toque o amor comum pelo bem. Ressoem velhas formas de doenças repugnantes, Ressoe o desejo crescente do ouro; Encerrem as mil guerras antigas, Receba os mil anos de paz. Toque o homem valente e livre, O coração maior, a mão mais gentil; Ressoe a escuridão da terra,...