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Conheço @robin_j_brooks como um economista sério há muitos anos. Mas seus comentários recentes sobre a Argentina me levaram a me manifestar.
Até agora, evitei comentar nas postagens de Robin sobre a Argentina, pois a maioria continha poucas informações substanciais.
No entanto, seu último post vai longe demais, pois revela um sério mal-entendido da realidade econômica da Argentina.
A Argentina é uma das economias mais dolarizadas do mundo. Praticamente toda a riqueza é mantida em dólares, e o dólar serve como a principal unidade de conta para formas ilíquidas de riqueza mantidas no país
O peso desempenha um papel muito limitado, quase exclusivamente para fins transacionais. Na verdade, a base monetária representa menos de 4,5% do PIB — uma das menores proporções globais.
Os argentinos detêm aproximadamente USD 200 bilhões em notas físicas em cofres domésticos. Além disso, estima-se que detenham mais de USD 400 bilhões no exterior.
Os setores mais ricos da sociedade são totalmente dolarizados: periodicamente convertem dólares em pesos apenas para cobrir as despesas diárias e praticamente não ocupam posições em pesos.
Desvalorizações e desvalorizações do peso geram transferências massivas de riqueza dos trabalhadores assalariados para os ricos. Eles corróem os salários reais e aprofundam a pobreza entre os mais vulneráveis.
Desvalorizações beneficiam enormemente os ricos em detrimento dos trabalhadores assalariados sem ativos.
Robin, neste caso, sua interpretação está 100% errada. A realidade é exatamente o oposto do que você afirma.
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