No dia 01/01/23, escrevi uma meta de renda para 2023 no espelho do banheiro e fiquei olhando para ela diariamente por 365 dias. Foi ambicioso, com 3 vezes o melhor ano da minha vida. Como um Matthew McConaughey de olhos arregalados e olhando de forma maníaca, eu ficava olhando para ele durante 240 segundos da minha escovação diária. Será que acertei? Nem perto. Eu estava MUITO errado! Então apaguei em 31/12/23. No dia 1/01/24, reescrevi o mesmo número dentro das mesmas linhas que não consegui apagar completamente no dia anterior. E essa é a história da minha vida. Sou viciado nisso, no otimismo tóxico. Tóxico, implacável, inabalável, inabalável, ignorante diante do otimismo de dados concretos. Já criei expectativas e decepcionei milhares de vezes. 9 em cada 10 vezes minhas projeções ficam muito aquém da realidade, como um passe Hail Mary lançado a 13 jardas do que falta. Mas eu nunca, jamais vou parar de fazer isso, porque já experimentei aquelas experiências de 1/10 em que o último ato cai bem nos dígitos. Eu costumava dizer para mim mesmo: "não, não diga isso, Chris. Você só vai criar expectativas." Mas agora eu abraço isso. Essa droga chamada otimismo é doce na língua. Como uma Coca Mexicana num dia quente. Agora guardo essa droga no bolso de trás, e ela fez um círculo permanente no meu jeans como o Skoal do meu pai. Ainda consigo ver. Já estou aposentado. Já passei dos portões do paraíso. Deixei para trás anos atrás. O céu é agradável nesta época do ano. Fui criado para volatilidade, altos maníacos e baixos esmagadores para a alma. Sou empreendedor.