Essa foi a primeira vez que encontrei aquela montanha, e naturalmente não escutei bons conselhos. Eu acreditava firmemente que poderia superar todos os obstáculos; durante a jornada, havia muitas paisagens bonitas que nunca parei para admirar, eu só tinha olhos para aquela montanha. Mesmo que batesse a cabeça e sangrasse, pensei que devia estar louco, mas eu só queria escalar aquela montanha. Mas no mundo, muitos voltam de mãos vazias, desanimados. Mais tarde percebi que o que perdi, uma parte da lua, era tudo o que eu deveria perder. Com o passar dos anos, a montanha é a montanha, eu sou eu. Saber que não posso fazer algo e ainda assim fazê-lo é a minha maior sinceridade. Finalmente, consegui ultrapassar aquela montanha e percebi que as águas verdes fluem, o vento ainda sopra, e tudo que vejo sou eu mesmo. A montanha ainda é a montanha, eu ainda sou eu. Ao falar novamente sobre aquela montanha, não há mais obsessão no tom, apenas tranquilidade. A montanha ainda é aquela montanha, eu ainda sou aquele eu, apenas finalmente entendi que o significado de escalar montanhas nunca foi conquistar a montanha, mas sim realizar a mim mesmo.