📚Filosofia do Kleros - Parte 1: Origens ⚖️ Esta é a primeira de uma série que explora a filosofia por trás do Kleros, traçando tanto a jornada pessoal de @federicoast quanto as ideias que moldaram o projeto. De Buenos Aires ao Blockchain Federico estudou Economia e Filosofia na Universidade de Buenos Aires, focando em economia institucional e filosofia política. Quando a crise financeira de 2008 atingiu, juntamente com o whitepaper do Bitcoin, ele estava trabalhando em mídia online. Sendo da Argentina, um país assolado pela inflação e instabilidade monetária, o cripto fez sentido imediato. A Conexão da Inteligência Coletiva Durante seu doutorado, Federico ficou fascinado por como as pessoas colaboram em grupos. A Wikipedia demonstrou algo notável: pessoas anônimas, através dos mecanismos certos, poderiam construir uma enciclopédia melhor do que os modelos tradicionais. O padrão era claro: ▸ A Wikipedia democratizou a informação ▸ O Bitcoin democratizou os pagamentos ▸ O que poderia democratizar a justiça? O Problema Freelancers podiam aprender habilidades online e ser pagos via cripto, mas se surgisse uma disputa com um cliente internacional sobre $500, não havia recurso prático. Os tribunais tradicionais não conseguiam resolver disputas globais de baixo valor. A Solução Em 2015, Federico começou a escrever sobre "jurados de multidão": painéis de jurados anônimos que poderiam avaliar evidências e votar em resultados. Isso se tornou a base do Kleros. Silicon Valley e o Caso do Otimista Depois de ganhar uma competição de startups, Federico passou três meses na Singularity University (NASA Ames), aprendendo com Ray Kurzweil e Peter Diamandis. A primeira lição foi sobre o progresso humano: pobreza em declínio, aumento da alfabetização, disseminação da democracia. O livro de @sapinker, "Better Angels of Our Nature", resumiu o caso otimista para a humanidade. A palestra também abordou as fundações da era digital, desde as origens descentralizadas da ARPANET até o TCP/IP de Vint Cerf e a World Wide Web de Tim Berners-Lee. Próximo: Parte 2 — A Ascensão e Queda do Silicon Valley