Os não ocidentais clânicos comportam-se de forma muito menos honesta em relação a estranhos do que os ocidentais universalistas. 17.000 carteiras, com ou sem montantes de dinheiro ajustados ao poder de compra (US$13,45), foram propositadamente "perdidas" em bancos, estabelecimentos culturais, correios, hotéis, delegacias de polícia, tribunais ou outros escritórios públicos em 355 cidades de 40 países. Em cada caso, um assistente de pesquisa entregou uma carteira transparente a um funcionário na recepção, disse que a tinha encontrado nas proximidades e saiu. Cada carteira continha três cartões de visita idênticos listando o nome de um proprietário fictício e um endereço de e-mail único, permitindo que os pesquisadores observassem se os funcionários mais tarde entrariam em contato com o proprietário para devolver a carteira. Os resultados mostram diferenças massivas nas taxas de honestidade cívica. Nos países menos honestos, menos de 20% das carteiras foram devolvidas. Nos países mais honestos, mais de 70% das carteiras foram devolvidas. Autores: "Esta variação persiste em grande parte mesmo quando controlamos pelo PIB de um país, sugerindo que outros fatores além da riqueza de um país também estão em jogo." Possível explicação: "Laços familiares mais fortes estão negativamente correlacionados com as taxas de reporte [r ≈ -0,8], uma vez que laços familiares mais fortes implicam normas de cooperação que muitas vezes são limitadas ao seu grupo restrito." Lembre-se, a civilização avançada depende da cooperação com estranhos cooperantes, e a cultura clânica tende a migrar.