🇸🇻 Artigo do Diário El Salvador: A SBI Crypto e a Wiz & Associates exploram investimentos em mineração de Bitcoin em El Salvador Nick Vitalis, CEO da SBI Crypto, uma subsidiária da empresa financeira japonesa SBI Holdings, confirmou que a empresa está explorando oportunidades de investimento no país ao lado da Wiz & Associates. El Salvador voltou a estar no radar de grandes conglomerados financeiros e tecnológicos no mundo do Bitcoin (BTC). Esta semana, Nick Vitalis, CEO da SBI Crypto— a unidade especializada em ativos digitais e mineração do grupo japonês SBI Holdings— visitou o país com Wiz, CEO da Wiz & Associates, para explorar projetos de investimento em mineração de BTC utilizando energia geotérmica dos vulcões salvadorenhos. Ambos os executivos visitaram a usina geotérmica de Ahuachapán no último domingo, acompanhados por Mario Flamenco, diretor da Agência Nacional de Inteligência Artificial (ANIA), que trabalha em coordenação com o Escritório Nacional de Bitcoin (ONBTC) em projetos estratégicos nas áreas de energia, computação e tecnologias emergentes. A visita técnica permitiu que eles avaliassem em primeira mão o potencial da infraestrutura energética do país para abrigar operações de mineração em escala industrial do principal ativo digital. "A SBI Crypto é uma subsidiária da SBI Holdings, um conglomerado financeiro japonês com mais de 25 anos de história. Começamos há cerca de oito anos focados na mineração de criptomoedas, e hoje operamos um dos dez maiores pools de mineração do mundo, com clientes em mais de 60 países," explicou Vitalis. Além da mineração, a SBI construiu um ecossistema completo que inclui exchanges, investimentos, fundos e serviços de consultoria em ativos digitais. "Nossa visão é abrangente: da mineração ao comércio, investimento e gestão de fundos," acrescentou. Essa força financeira e tecnológica é precisamente o que poderia ser canalizado para El Salvador. Vitalis confirmou que sua presença no país se deve à busca por novas oportunidades de investimento estratégico. "Esta é minha segunda visita a El Salvador. A primeira foi no ano passado, quando celebramos 90 anos de relações entre o Japão e El Salvador." "Desde então, tivemos conversas muito positivas com o Embaixador Diego Alejandro Rosales, e agora estamos aqui para ver em primeira mão como o país progrediu e quais oportunidades existem," disse ele. Um dos pontos que mais impressionou o executivo japonês foi a usina geotérmica de Ahuachapán. "É uma instalação construída há 50 anos, e parece que é nova: limpa, eficiente e produzindo grandes quantidades de energia. É um ativo extraordinário para o país," afirmou. Para Vitalis, a energia é o eixo central do futuro econômico de El Salvador, não apenas para a mineração de Bitcoin, mas também para inteligência artificial e outros serviços que exigem muita computação. Nesse contexto, o projeto liderado por Wiz, CEO da Wiz & Associates e Mempool Holdings, empresas que já estão registradas no país, entra em cena. O empresário confirmou que já está em conversas com o Escritório Nacional de Bitcoin para instalar um primeiro contêiner de mineração dentro da usina geotérmica de Ahuachapán como um projeto piloto. "A ideia é começar com um contêiner de mineração na usina geotérmica, testar a viabilidade técnica, logística e econômica, e depois escalar a partir daí," explicou. Vitalis indicou que a SBI Crypto avaliará a participação nesta fase inicial. "Estamos interessados em avaliar este projeto como um estudo de viabilidade. Se funcionar, abre a porta para algo muito maior," disse ele. Para o executivo, faz todo o sentido que um país que já compra Bitcoin no mercado também o produza. "Se El Salvador está tão comprometido com o Bitcoin, por que não minerá-lo abaixo do preço de mercado usando energia vulcânica? A mineração é a base do ecossistema," enfatizou. Benefícios para o país Nesse esquema, os executivos também sugeriram que o país poderia participar diretamente dos benefícios da mineração. Wiz explicou que, embora o projeto inicial seja um piloto privado, "seria excelente poder compartilhar parte do que é gerado com o governo," como uma forma de demonstrar o potencial do modelo. Ele acrescentou que, embora o contêiner funcione como um projeto piloto, "existe a possibilidade de que no futuro, esquemas sejam estruturados nos quais o estado participe dos lucros," o que abriria a porta para a mineração de bitcoin com um impacto soberano para El Salvador. O modelo que está sendo explorado visa não apenas gerar bitcoin, mas também fortalecer a rede elétrica nacional. De acordo com os executivos, a operação de mineração pode funcionar como um mecanismo de "redução", ou seja, uma demanda flexível que absorve energia quando há excedentes e desliga quando a rede precisa fornecer energia para residências ou indústrias. "À noite, quando a demanda é baixa, os mineradores podem usar essa energia. Durante o dia, se o país precisar de mais eletricidade, o equipamento é desligado e a energia é devolvida à rede. Isso torna o sistema mais eficiente e resiliente," explicou Wiz, citando o caso do Texas como referência. ...