Quando o Estado venezuelano destruiu a sua própria moeda, coube à população agregar algum valor ao dinheiro com arte. O Bolívar, moeda do país, perdeu tanto valor, que as notas se tornam inúteis como meio de troca. Então as pessoas passaram a fazer suas artes com as notas para que elas tivessem algum valor comercial. Os números sobre a economia da Venezuela são assustadores: •⁠ ⁠Pico da hiperinflação: em fevereiro de 2019 a inflação anual chegou a mais de 344.000%. •⁠ ⁠Redenominações sucessivas: desde 2008 a Bolívar passou por pelo menos três “reformas” para remover zeros e tentar simplificar transações, sem restaurar poder de compra. •⁠ ⁠Impacto prático: notas emitidas em 2018 e 2021 tornaram-se rapidamente inúteis para compras diárias, grandes denominações perderam valor em semanas/meses, forçando preços em dólares ou reajustes constantes. Quando a moeda perde função como reserva de valor e unidade de conta, economias inteiras migram para ativos mais estáveis como o Bitcoin, que aparece como alternativa de proteção patrimonial e transferência de valor global, justamente por ser escasso, divisível e independente de políticas monetárias locais. Por isso, se proteja, antes que seu dinheiro vire matéria-prima para obras de arte.