A corrida armamentista do trading de alta frequência é um sintoma de um design de mercado falho. Em vez do design de mercado de livro de ordens contínuo que atualmente predomina, argumentamos que as bolsas financeiras deveriam usar leilões em lotes frequentes: leilões duplos de preço uniforme realizados, por exemplo, a cada décimo de segundo. Ou seja, o tempo deve ser tratado como discreto em vez de contínuo, e as ordens devem ser processadas em um leilão em lote em vez de de forma serial. Nosso argumento tem três partes. Primeiro, usamos dados de alimentação direta em nível de milissegundos das bolsas para documentar uma série de fatos estilizados sobre como o mercado contínuo funciona em horizontes de tempo de alta frequência: (i) correlações quebram completamente; o que (ii) leva a óbvias oportunidades de arbitragem mecânica; e (iii) a competição não afetou o tamanho ou a frequência das oportunidades de arbitragem, apenas elevou a barra para quão rápido se deve ser para capturá-las. Em segundo lugar, introduzimos um modelo teórico simples que é motivado por e ajuda a explicar os fatos empíricos. A chave é que as óbvias oportunidades de arbitragem mecânica, como as observadas nos dados, estão embutidas no design do mercado—o processamento serial em tempo contínuo implica que até mesmo informações públicas observadas simetricamente criam rendas de arbitragem. Essas rendas prejudicam a provisão de liquidez e induzem uma corrida armamentista socialmente desperdiciadora e sem fim por velocidade. Por último, mostramos que os leilões em lotes frequentes abordam diretamente as falhas do livro de ordens contínuo. O tempo discreto reduz o valor de pequenas vantagens de velocidade, e o leilão transforma a competição em velocidade em competição em preço. Consequentemente, os leilões em lotes frequentes eliminam as rendas de arbitragem mecânica, aumentam a liquidez para os investidores e interrompem a corrida armamentista do trading de alta frequência.