FLUXOS DE PETRÓLEO NO HORMUZ PERTO DA PARALISAÇÃO, DIZ GOLDMAN SACHS O Goldman Sachs afirma que os embarques de petróleo através do Estreito de Hormuz quase pararam. Com base no rastreamento de embarcações, os fluxos caíram de cerca de 19,5 milhões de barris por dia para apenas 0,5 milhão de barris por dia nos últimos dias. Após contabilizar os oleodutos que redirecionam parte do suprimento, a interrupção líquida nas exportações do Golfo Pérsico é estimada em cerca de 17,2 milhões de barris por dia. O rastreamento é difícil, mas duas fontes independentes de contagem de embarcações mostraram que nenhum petroleiro cruzou o estreito em 12 de março. A Reuters relatou que o Irã permitiu a passagem de dois navios de GNL com bandeira da Índia, sendo que um foi escoltado pela Marinha Indiana. O Goldman afirma que os fluxos podem se recuperar através de três cenários: o Irã permitindo seletivamente que alguns petroleiros passem (como aqueles ligados à China ou à Índia), uma desescalada mais ampla do conflito, ou uma proteção naval mais forte para a navegação. No entanto, o banco alerta que a recuperação pode levar mais tempo do que o esperado. Até agora, nenhum dos ataques a petroleiros relatados envolveu navios com bandeira asiática, o que é significativo, uma vez que os compradores asiáticos representam a maioria dos embarques de petróleo do Hormuz.