🛠️ Carteiras de hardware: o problema da atualização pós-quântica As carteiras de hardware são dispositivos embutidos restritos, projetados para operar em um ambiente hostil. Elas assinam transações, mantêm chaves fora do host e permanecem seguras mesmo que o computador conectado seja comprometido. Elas toleram atacantes físicos através de elementos seguros, cadeias de inicialização endurecidas e mitigação de canais laterais, que definem o que o dispositivo pode fazer com segurança e o que não pode. O NIST finalizou seus primeiros padrões de assinatura pós-quântica em agosto de 2024 (ML-DSA FIPS 204 e SLH-DSA FIPS 205). Se as carteiras de hardware existentes podem executar esses esquemas com segurança, dentro dos limites de confiança com os quais foram enviadas, depende de onde a assinatura é executada, como as atualizações de firmware são verificadas, quanto espaço de recursos existe e quanto risco de canal lateral a plataforma pode absorver. O hardware da carteira leva anos para ser projetado e enviado. Elementos seguros levam anos para serem desenvolvidos e certificados. Migrações de cadeia importantes levam anos porque requerem consenso e coordenação. Esses cronogramas se acumulam. Se o ecossistema deseja uma assinatura de transações pós-quântica amplamente implantada em carteiras de hardware antes que o risco quântico se torne agudo, o trabalho de engenharia deve começar enquanto as curvas elípticas ainda são o padrão. CONTINUE ABAIXO 👇👇👇